Grelha e Emblema
1979 a 1989
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TWR XJS
Em 1980 iniciou-se uma nova era na Jaguar, com a nomeação de John Egan para Presidente e Director Geral. A carreira de Egan na indústria automóvel tinha passado pela General Motors (AC Delco), Triumph Cars, Unipart (British Leyland) e outras.

A qualidade Jaguar encontrava-se longe dos padrões do final dos anos setenta e o objectivo imediato de Egan foi restaurar a confiança dos clientes na marca Britânica. O que foi conseguido, tendo a Jaguar verificado um forte aumento de vendas, em particular nos Estados Unidos. O design e estilo Jaguar revelaram-se muito úteis à companhia e asseguraram a lealdade dos clientes.

No entanto, as crises petrolíferas dos anos setenta, não auxiliaram as vendas e, em 1981, a Jaguar anunciou o lançamento das novas cabeças High Efficiency para os motores V12. Estas baseavam-se nos princípios definidos pelo engenheiro Suíço, Michael May, tendo os engenheiros da Jaguar dispendido cinco anos na sua aplicação no motor V12.

O resultado foi uma redução respeitável do consumo de combustível, que proporcionou uma vantagem considerável aos veículos equipados com o motor V12 nos anos oitenta, mais sensíveis ao consumo de combustível.

O XJ-S HE atingia agora a velocidade máxima de 250 km/h e proporcionava um consumo de combustível de 10,46 l/100km a uma velocidade estabilizada de 90 km/h. Em complemento, a Jaguar podia igualmente reivindicar o título do veículo de produção mais veloz do mundo, equipado com caixa automática.

Nesta altura a Jaguar procurava um novo motor de seis cilindros, para substituir o venerável XK. Tencionava criar uma versão V8 do V12 ou até um motor de seis cilindros cortando, desta forma, o motor ao meio. Nenhuma destas alternativas se revelou prática e, assim, foi decidido conceber um motor inteiramente novo com a coordenação do Director de Engenharia, Jim Randle e de Trevor Crisp, Engenheiro Chefe de Unidades Motrizes. Após variados ensaios foi decidido disponibilizar o novo motor "seis em linha" com dois tipos de cabeça. A versão com prestações mais elevadas foi disponibilizada com quatro válvulas por cilindro e a versão mais económica, com a cabeça do motor V12, que beneficiou da incorporação dos princípios de Michael May.


Para as versões de 4,0 litros, foi desenvolvida uma nova caixa automática de 4 velocidades com controlo electrónico e comutação de programas, para poder suportar o binário acrescido do novo motor de 3,980 cc e 24 válvulas. Foi igualmente incorporado um novo sistema de ABS da Teves, nos modelos de 1990. Foram efectuadas algumas alterações significativas no habitáculo. Foi concebido um novo painel de instrumentos que incorporava mostradores analógicos convencionais.

Ao introduzir o novo motor de 4,0 litros, Sir John Egan enalteceu a abrangência das alterações, que tiveram como resultado um ´veículo de classe mundial´.

"Acredito que o 4,0 litros mais recente é, essencialmente, uma nova geração do XJ6 - o resultado das alterações foi verdadeiramente significativo. A gama XJ6 teve um grande sucesso desde o seu lançamento, mas a nossa missão é a melhoria constante. Penso que o 4,0 litros é a confirmação de que tivemos sucesso nessa missão, sucesso conseguido ouvindo os nossos clientes e estabelecendo objectivos cada vez mais rigorosos". Mas, ainda bem que a Jaguar não descansou sobre os seus louros, dado que o segmento dos veículos de luxo se tornava cada vez mais competitivo.

Embora a companhia oferecesse uma gama de produtos de grande qualidade, os gestores compreendiam que para enfrentar o desafio dos anos noventa - e seguintes - seria necessário o apoio de um dos gigantes da indústria automóvel . Sem a Jaguar perder a sua identidade e relativa autonomia, existiam uma série de pequenas, mas importantes, formas em que uma companhia de maior dimensão poderia auxiliar.